Symposium | Hipersônica | Música 3

Semana Intensa -

5a feira - FILE-Symposium 15h - Devires Lanhouse,
Sab e Domingo Grupo Mobile tocará no CCSP o projeto Música3?

CICLO HACK e NOITE HACK
















O CICLO HACK reunirá um time de artistas-hackers vindos de diferentes cantos do Brasil que irão ocupar as Oficinas de Criatividade e o bar Serralheria promovendo um ciclo de conversas, laboratórios abertos, discutindo e promovendo a cultura dos hacklabs, medialabs e laboratórios de experimentação em tecnologia e arte.

mesa redonda + workshops + conversas + bancada aberta + festa experimental + instalações + música + ...

CICLO HACK acontecerá no SESC POMPEIA - sábado e domingo das 14h às 20h, nas Oficinas de Criatividade.
Inscrições no dia da atividade, a partir das 13h. Grátis.
NOITE HACK sábado dia 9/07 as 21h na Serralheria

Mais informações:
PROGRAMAÇÃO SESC -
http://www.sesc-sp.com/sesc/programa_new/busca.cfm?conjunto_id=8772
NOITE HACK - Serralheria - http://www.escapeserralheria.org/about/

PROGRAMAÇÃO CICLO HACK
Ciclo de conversas e laboratórios abertos para discutir e promover a cultura dos hacklabs, medialabs e laboratórios de experimentação em tecnologia e arte.

Dias 9 e 10 de julho de 2011. Sábado e domingo das 14h às 20h, nas Oficinas de Criatividade e Serralheria. (Inscrições no dia da atividade, a partir das 13h. Grátis).

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SABADO, dia 09/07

14h30: Abrindo os códigos
Apresentação de alguns Hacklabs e laboratórios experimentais em arte e tecnologia no Brasil. Com os coletivos MuSA (Multimídia, Sistemas e Artes), de Santa Catarina, LaboCA (Laboratório de Computação e Artes), de Recife, Projeto Gambiologia, de Belo Horizonte , Orquestra Organismo, de Curitiba , Garoa Hacher Club, MetaReciclagem, HackLab Leste e AVLab, de São Paulo.
Retirada de senhas a partir das 13h do dia 09/07. 50 vagas. Grátis

17h00: Dois Workshops simultâneos + Bancada Aberta:

Projeto Orientado em Gambiologia
Gambiologia é um neologismo que se refere à ‘Ciência da Gambiarra’ no contexto tecnológico. Nesta oficina serão apresentadas noções básicas de Eletrônica e design gambiológico, através da criação de circuitos eletrônicos que simulam sons de percussão. Use sua imaginação e traga algum objeto para abrigar seu instrumento, como latas de metal, brinquedos velhos, aparelhos estragados, telefones antigos, etc.
Orientação: Fred Paulino e Lucas Mafra
Duração: 1 encontro de 3 horas
Dia 09. Sábado, das 17h às 20h
Inscrições a partir das 13h do dia 09/07. 25 vagas. Grátis

Laboratório de Computação e Artes
Laboratório onde serão abordados princípios da arte-computação sob uma perspectiva prática, através do uso das ferramentas Processing e Pure Data como linguagem poético-criativa para a construção de obras artísticas interativas. No processo, os participantes mergulham no universo dos algoritmos e em projetos de circuitos eletrônicos artesanais para produzirem obras artísticas interativas com tecnologias sustentáveis.
Orientação: Jarbas Jacome e Jeraman
Duração: 1 encontro de 3 horas
Dia 09. Sábado, das 17h às 20h
Inscrições a partir das 13h do dia 09/07. 25 vagas. Grátis

21h00 NOITE HACK - Serralheria - http://www.escapeserralheria.org/about

Bancada Aberta
Espaço aberto e autogerido pelos público para trocas de experiências, ideias e processos, convívio e consultas.
Dias 09 e 10. Sábado e domingo, das 14h às 20h. Livre. Grátis

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DOMINGO, dia 10/07

14h00: Dois Workshops simultâneos +
Bancada Aberta:
ConSerto: Computabilidade da Vertigem
Partindo da ambiguidade da palavra conserto (fazer reparos em objetos) e concerto (no sentido de performance musical) pretende-se criar rituais onde o que é “técnica” (no sentido de tecnologia) e o que é “arte” (no sentido de estéticas e poéticas) constroem novos e potentes discursos sobre a tecnocracia que nos cerca e aponta para novas possibilidades.
Somos capazes (e/ou "serão nossas máquinas capazes?") de criar discursos de uma espécie de "subjetividade coletiva" usando estes "conSertos" como meio da transformação de inteligência "artificial" novamente numa inteligência coletiva? Ao conSerto interessa a linha tênue entre homem-máquina como uma possibilidade de interagir de maneira mais catártica e sublime com todos estes dados que estamos despejando nas "nuvens".
Orientação: Glerm Soares
Duração: 1 encontro de 3 horas
Dia 10. Domingo, das 14h30 às 17h30.
Inscrições
a partir das 13h do dia 10/07. 25 vagas. Grátis

Laboratório de Computação Criativa
Tendo a bricolagem como modus operandi, os participantes serão incentivados a desenvolver projetos de experimentação tecno-artística baseando-se na utilização criativa dos recursos como o Scratch, uma linguagem de programação livre e visual onde programas são escritos com o mouse, sem a necessidade de digitar linhas de código. A partir do conhecimento da linguagem Scratch, será demonstrada sua integração com a plataforma de "computação física" Arduino. Os participantes serão convidados a criar programas/histórias que interajam com o mundo físico através de sensores e atuadores, como a manipulação de sons, motores, leds, etc.
Orientação: Oriel Frigo e Vilson Vieira
Duração: 1 encontro de 3 horas
Dia 10. Domingo, das 14h30 às 17h30.
Inscrições
a partir das 13h do dia 10/07. 25 vagas. Grátis

18h00: Provocações sobre arte e tecnologia
Provocações sobre arte e tecnologia com os provocadores Giselle Beiguelman, Marcelo Bressanin e Felipe Fonseca.
Dia 10. Domingo, das 18h às 20h.
Retirada de senhas a partir das 13h do dia 10/07. 50 vagas. Grátis

Bancada Aberta
Espaço aberto e autogerido pelos público para trocas de experiências, ideias e processos, convívio e consultas.
Dias 09 e 10. Sábado e domingo, das 14h às 20h. Livre. Grátis

Conexões Sonoras - Atemporal

Instalação Atemporal no Conexões Sonoras 2parceria de N-1com poesia de Gab Marcondes
9 a 12 de Jun no Museu da Imagem e do Som

abertura MIS, 5a feira as 20h

http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=729


Concerto para Lanhouse


Concerto para Lanhouse
Linux Audio Conference 2011

The Open Source Music and Sound Conference
May 6-8 2011, Maynooth, Ireland

Programação

Hacklab Pompeia – experimentações em arte eletrônica e digital

Hacklab Pompeia – experimentações em arte eletrônica e digital

Pra quem está interessado em experimentar a tecnologia como linguagem criativa vale muito a pena conferir. Este hacklab surge com um fôlego maior de tempo o que possibilitará imersões intensas.Com um desejo grande em explodir processos interessantes eu e Radamés vamos começar no Sesc pompéia no fim deste mês um hacklab que PROMETE .

Inscrições e + informações no eFlyer anexado e no link do SESC Pompeia

N-1 e JPCaron Plano B Rio 18.02.11

Nós do N-1 vamos tocar dia 18.02 as 21h no Plano B na Lapa no Rio de Janeiro

tocaremos um instrumento novo, que apelidamos de CHAPA QUENTE, 
em memória aos atentados de novembro e dezembro no Rio que forçou o adiamento de nossa ida para tocar no Plano B. Agora vamos fazer o show na integra. No programa teremos as seguintes apresentações: 

Chapa quente ou Microphonie XXX (N-1)
Metaremix (N-1)
Mulher Gostosa Macaco (JP Caron e Fenerich)

N-1 no #1 Dis Experimental 05 fev




Duo N-1 toca no 1# Dis Experimental  dia 05 fev 2011 as 17h | grátis
Nos dias 5, 6, 12 e 13 de Fevereiro, a partir das 17h, a Casa Dissenso promove o 1# Dis Experimental. Em parceria com Barulho.org e Ibrasotope, e com apoio da Norópolis e de diversos artistas, este será o primeiro evento dedicado a música e vídeo reunindo oito projetos de destaque da cena experimental em dois fins de semana.
Além de apresentações musicais de N-1, -notyesus>, >interzona<, Pan&tone, National, F? R!, Duo Henrique Iwao-Mário Del Nunzio e Objeto Amarelo, o 1# Dis Experimental também contará com exibição de vídeos de vanguarda (de clássicos do grupo Fluxux e Duchamp a documentários sobre compositores contemporâneos e videos de bandas) selecionados por Agnaldo Mori (National), Paulo Beto (ZEROUM e Anvil FX), Guilherme Barrella (Peligro) e Márcio Black (Barulho.org), e com um debate sobre as perspectivas da cena experimental brasileira, no dia 12.
A entrada é franca. E é facultativa a doação de água e alimentos não perecíveis destinados a Cruz Vermelha, para assistência das vitimas de enchente no Estado do Rio de Janeiro.

COMPRIMIDO 12.12.2010



12 Dezembro 2010 - 19h  MUSEU DA IMAGEM E DO SOM 
Giuliano Obici e parceiros apresentam o espetáculo audiovisual Comprimido. Composto por quatro trabalhos, o espetáculo explora a interação entre procedimentos sonoros e imagéticos, sempre de forma experimental explorando diferentes relações audio-visuais de sincronia e anacronia, remixagem, live eletronics e instalação em rede.

concerto para lan house #01

CANCELADO - N-1 no Plano B

CANCELADO POR CAUSA DOS ATAQUES QUE SE SUCEDERAM NA SEMANA 
Plano B Live Sessions


Sexta-feira, 26/11 - 21:00 hs



Duo N-1 apresentará dois trabalhos criados neste ano. Metaremix, uma mixagem ao vivo de imagem e som da própria performance musical tendo como tema a própria mixagem. 

Circuit Bending & Hardware Hacking: gambiarra como processo na arte sonora



09/11 das 16 às 18h30
Festival Conexões Tecnológicas
Instituto Cervantes 
Av. Paulista, 2439

A oficina irá apresentar uma breve contextualização sobre o que é circuit bending e hardware hacking. O intuito é oferecer uma breve noção das potencialidades estéticas a partir da baixa tecnologia e da gambiarra em projetos e protótipos no contexto da arte e tecnologia voltados à arte sonora. O encontro será divido em dois momentos: primeiro, uma breve conceitualização e contextualização de trabalhos artísticos. Segundo, experimentação, seguindo a lógica do faça você mesmo, onde os participantes serão convidados a abrir circuitos e dispositivos que trouxerem (ver materiais), para realizarmos ao fim uma breve improvisação coletiva.

Materiais - Participantes
Não é preciso comprar nada novo. Vá até a dispensa e recolha algum material antigo ou objeto em desuso que produz algum tipo de som. Se for comprar algo, vá até aquelas antigas lojas de 1,99, lojas de usados ou camelô que venda bugigangas chinesas baratas. A dica é qualquer aparelho e/ou brinquedo que emita som, rádio velho, tecladinhos, entre outros.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  ATENÇÃO  !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Traga somente eletrônicos alimentados com pilha ou bateria. 
Nada de utensílios com tomada 110 ou 220V.
Esteja preparado para produzir blocos de ruídos.
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Alvin Lucier no Brasil


Alvin Lucier (1931- ) veio para o Brasil tocar duas noites no 45o Festival Musica Nova 2010. Alguém sabia? Alguém viu-ouviu alguma divulgação? Eu e muitos do que estavam lá não sabíamos da sua vinda ao Brasil até horas antes. Eram poucas pessoas na platéia, no segundo concerto dia 21 de outubro, umas trinta. Disseram que no dia anterior tinha umas dez pessoas apenas. Descaso? Incompetência? Dinheiro público mal utilizado? Neste momento, o tanto que estou impactado pela apresentação de Lucier só aumenta minha indignação quanto ao descaso entorno da falta de divulgação.

Vamos ao que interessa, pois gostaria de dividir aqui a força que foi escutar Alvin Lucier ao vivo. Uma experiência inesquecível, um verdadeiro acontecimento que imagino levarei algum tempo para assimilar. Independente, vou tentar descrever aqui com o frescor dos sentidos que ainda estão latejando. 

O concerto teve três peças: Opera with objects (1997), I am sitting in a room (1969) e Nothing is real (1990).
Ópera com objetos (1997)
Na primeira peça chamada Ópera com objetos, Lucier aos 79 anos, não contendo os movimentos trêmulos das mãos, percutia um lápis noutro mantendo um pulso constante. Tinha a sua frente diversos tipos de OBJETOS - potes, copos, embalagens de vidro, isopor E papelão, etc. - dispostos numa mesa sem qualquer amplificação. Encostando o lápis nos objetos, ele ia explorando a ressonância de cada um. Os mínimos gestos revelavam tamanha fragilidade e força, assim como o pulso flutuante-regular, que exigia dos ouvintes a mesma atitude para desvendar, nuances e reverberações em estados emergentes. Tais vibrações habitavam um espaço qualquer entre o audível e inaudível das variações mínimas do sons acústicos daquelas frágeis embalagens descartáveis.

I am sitting in a room (1969) uma das obras mais importantes e conhecidas de Lucier.
Durante os aplausos da primeira peça, Lucier vai até a coxia e volta com um livro de baixo do braço. Cruza todo o palco a passos lentos, senta-se na cadeira tendo o microfone num pedestal frente sua boca. Abre o livro sobre suas pernas e lê o texto. Terminada a leitura. Alguns segundos de silencio. Inicia nos auto-falantes do auditório a gravação daquilo que ele havia acabado de recitar. O microfone grava agora sua fala projetada pelos auto-falantes na sala. Em seguida, é mais uma vez executada nos auto-falantes do auditório e re-gravada. Esse processo se repete várias vezes. A cada repetição a gravação anterior sofre uma “deterioração”. Progressivamente, as palavras se tornam ininteligíveis, até que, finalmente, resta apenas a ressonância dos harmônicos da própria sala. Uma espécie de "digital sonora" do espaço. O texto lido descrevia esse processo, mais ou menos da seguinte forma:

"Eu estou sentado em uma sala assim como a que você está agora. Estou gravando o som da minha voz e vou tocá-lo repetidas vezes para dentro da sala até que as freqüências de ressonância da sala possam reforçar, por ela mesma, toda a aparência de meu discurso que, com exceção do ritmo, será destruído. O que você vai ouvir, então, serão as freqüências naturais de ressonância da sala articuladas pelo discurso...".  E conclui. " Eu considero essa atividade menos uma demonstração de um fato físico, do que uma forma de atenuar eventuais irregularidades que meu discurso possa ter".

Dentre as várias leituras possíveis de I am sitting in a room é instigante perceber como a peça coloca em performance o próprio espaço acústico do teatro a partir da mediação do sistema de gravação e reprodução, bem como temas envolvendo a própria mídia como o sentido do ruído, do discurso, da mensagem e do meio. Uma peça radical que lida de maneira inteligente e simples com tecnologias que envolvem o sonoro como: microfone, gravador, auto-falante, acústica bem como a escuta num sentido conceitual e da própria percepção. Esta obra foi uma daquelas experiências estéticas que mudaram minha forma de viver-pensar o som e a mídia sonora. Algo parecido com a experiência de John Cage na câmara anecóica e seus desdobramentos no conceito de silêncio-ruído e da própria música num sentido amplo. Depois de experenciar I am sitting in a room é impossível pensar o sistema de reprodução do som da mesma forma. Parece que Alvin Lucier conseguiu alcançar neste trabalho um tipo de articulação (performatização) do suporte sonoro analógico que leva a um nó conceitual de interpretações diversas. Tantas vezes escutei-a, tantas vezes surgiram novas formas de escutá-la e pensá-la. Ter presenciado ao vivo a performance potencializou e atualizou, ainda mais, todas essas questões que envolvem a percepção do sonoro e o amplo significado da escuta e o sentido da mediação tecnológica que envolve o som. 



Nada é real? 
Encerrando o concerto "Nothing is Real" um arranjo de Strawberry Fields Forever dos Beatles encomendada pela pianista japonesa Aki Takahashi para a EMI. Antes de começar a tocar o piano, Lucier mexe num objeto sobre a partitura, que depois se descobre que é um gravador portátil. Inicia-se então os fragmentos da melodia dos Beatles. As teclas percutidas vão tomando o espaço e sendo sustentadas como clusters, um tipo de mistura de minimalismo e espectralismo. Terminado de tocar a partitura Alvin para o gravador. Aperta o play. Levanta-se e vai até o outro lado do piano onde tem um pequeno bule de chá sobre a calda do piano. Começa-se a escutar a reprodução do que acabara de tocar. Mas a música agora soava de outra forma, abafada e pequena. Estava sendo emitida de um pequeno auto-falante escondido dentro do bule. Durante a reprodução, Lucier levantava e abaixava a tampa do bule, alterando características de ressonância da gravação em relação ao pote de chá. A cena inusitada de Lucier abrindo e fechando a tampa do pote tornava a performance ainda mais curiosa e misteriosa. Uma misto de deslocamento de tempo das notas em clusters e deslocamento da gravação em blocos de duração e filtragem suspensos no ar. Lucier parecia tocar o registro da gravação como um pedal de sustentação do tempo ressoante congelado.
Aplausos, aplausos, aplausos. Terminado o show, passado alguns minutos, fiquei observando Alvin Lucier, o bule sobre o piano e imaginando se tudo aquilo tinha acontecido mesmo. Nothing is real? Nothing is real! Nothing is real. No things is real... Era o refrão que se repetia em minha mente e que tentava encontrar diferentes formas de entoar aquela frase. A cada vez que a frase voltava em meus pensamentos parecia que algo ia se 'ruidificando' em relação ao que acabara de acontecer. Ao mesmo tempo, alguma fatura da própria matéria de minha memória ia criando outras sensações e impressões.
Passado um pouco o impacto, enquanto aquele refrão permanecia em loop na minha cabeça - Nothing is real? Nothing is real! ... As diferenças pipocavam. Repetição afirmando que nada era como antes. O retorno da pergunta alcançou tal ponto de entropia, tamanha quantidade de material em retroalimentação sensorial que o efeito foi de um big bang de pensamentos. Zilhões de vetores de idéias desordenadas se espalhando em velocidades diversas, multiplicando sentidos para todos os lados. Foi quando pareceu que nada mais podia ser real mesmo. O real como algo tangível, circunscrito e definível não existia mais. A realidade havia se multiplicado.



Por trás das coisas


18 e 19 de outubro de 2010, segunda e terça, às 20h - Teatro do instituto de artes da UNESP (Barra Funda) , entrada franca

O trabalho é resultado de um projeto colaborativo de pesquisa realizado na USP e conta com a participação de mais de 40 pessoas. são 6 cenas em que os artistas exploram a criação de novos instrumentos (cena 0), a idéia de jogo interativo (cena 1), a improvisação livre com gestos e sons (cena 2), os limites físicos e sensoriais da performance (cena 3), o desvendamento e o vestígio das coisas (cena 4), bem como o seu esvaecimento (cena 5). tudo isso num ambiente multimídia envolvendo música, dança, imagens e interação.

Direção: Fernando Iazzetta.

Ciclo de arte sonora no Parque Lage Rio


Duo N-1
15 de outubro as 20h
Parque Lages as seguintes peças

Marulho Oceânico
Surfing on turntables

EIMAS 2010

Surfing on Turntable | EIMAS Encontro Internacional de Arte Sonora
16 Set 2010 | UFJF Juiz de Fora

LUTERIA DIGITAL

3a e 5a | 19h as 21h30 | Sesc Pompéia | Grátis


O curso abordará a temática da confecção e programação de instrumentos musicais voltados para performance e/ou instalações interativas audio-visuais. Serão abordados temas como: audio digital, sintetese sonora, construção de sintetizadores digitais, sampleamento, interfaces e controles, hacking, protocolos MIDI e OSC, networkmusic, arte sonora, live coding, visual-music entre outros. A oficina terminará com uma performace-instalação envolvendo os resultados dos participantes.

SUBMIDIALOGIA #7 na Ilha dos Valadares PR

estarei junto com os colegas Glerm de Curitiba,
Panetone as vezes em Porto Alegre e a galera do grupo Musa de Joinvile fazendo alguns experimentos com Artesanato Digital nos dias 5, 6 e 7 SET 2010 na Casa MANDICUERA - ILHA DOS VALADARES litoral do Paraná

muito mais coisas interessantes vão rolar no submidialogia confira a programação completa

PANÓTICO E PÁMPHÓNOS: articulações entre escuta e poder a partir de Foucault

artigo apresentado na ANPPOM 2010 Florianópolis

Resumo: Este artigo é uma tentativa de pensar a escuta sob a perspectiva do poder. Partindo do pensamento de Michael Foucault - mais especificamente do Panóptico como dispositivo disciplinar fundamentado na visibilidade - duas perguntas conduzem este trabalho. Existiria uma versão auditiva do Panóptico? Como as relações de poder se configuram aos nossos ouvidos? Tendo o Panóptico como modelo sob a perspectiva da visão, este texto pretende pensar dois regimes de escuta que conduzem nossos ouvidos: Panótico e Pámphónos.

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Repente Digital - Entrevista para Prêmio Sérgio Motta 2010

Segue entrevista para o Conexões Tecnológicas - Sérgio Motta 2010

SM- Entre os trabalhos inscritos no Festival Conexões Tecnológicas 2010, você destacaria algum? Por que?

GO- Dos trabalhos que estão concorrendo ao Sérigo Motta a instalação Marvin Gainsburg de Jeraman e Filipe Calegario me parece um exemplo interessante do que um trabalho de arte digital interativo possibilita e das questões multiplas que envolvem o universo da criação nos meios digitais. Marvin transita entre diferentes linguagens envolvendo aspectos técnicos diversos que lidam com associação e fluxo de textos postados na internet pelo Twitter buscando estabelecer um tipo de experiência musical que de alguma analogia a figura do repentista na tradição da música popular.

Jeraman e Filipe articulam nesta instalação palavra, som, imagem; poesia, música e video; indexização, reconhecimento de voz, inteligência artificial tudo isso a partir de um dispositivo interativo utilizando palavras projetadas, microfone, câmera e a rede mundial de computadores. Uma outra dimensão importante do trabalho é como a instalação articula com as pessoas. De alguma forma a interação não se dá apenas entre a pessoa que visita a instalação, mas também com um coletivo que se faz presente pela Internet, através de um sistema de busca que tem um banco de dados alimentado por uma multidão conectada ao Twitter. Há um trabalho coletivo do outro lado que está presente e interfere diretamente no resulturado da obra. Essa dimensão coletiva da rede e da interação com os significados associados as palavras é singular dentro das possibilidades que a instalação apresenta .

Sobre o ponto de vista técnico é um trabalho sofisticado que implica um esforço grandioso e difícil de ser desenvolvido sozinho. Complexo pela utilização e articulação entre diferentes softwares e linguagens de programação. É significativo que ele tenha sido desenvolvido sob uma plataforma de distribuição livre, onde o trabalho acontece através de uma dinâmica coletiva pautada na colaboração e distribuição de conhecimentos na qual toda sua estrutura se fundamenta sobre lógica do software livre envolvendo a internet.

Para finalizar, ficam as perguntas: Existirá uma versão para português?, ou ainda, faremos nos próximos anos perfomance musical alá Marvin assim como as disputas entre repentistas? Conjecturas a parte, Gainsburg é um projeto instingante que tem virtudes sobre a perspectiva dos possiveis cruzamentos que a tecnologia produz e das fronteiras que ela possibilita experimentar, ainda mais quando estabelece este tipo de diálogo com nossa cultura musical. De alguma forma, Jeraman e Filipe nos lançam pistas para o que possa vir a ser os desdobramentos do repente na cultura digital.

SM- Qual projeto ou artista você indicaria como referência para o trabalho que você escolheu para comentar?

GO - Sven König no trabalho do ScrambleHackz que não lida diretamente com o reconhecimento de fala mas trata de uma questão entorno do remix audiovisual partindo da voz como instrumento de controle e de um sistema de busca de arquivos a partir de uma análise da onda sonora http://www.youtube.com/watch?v=eRlhKaxcKpA 2008

Uma performance audiovisual e instalção para voz e mídia interativa criada por Golan Levin e Zach Libermana com Jaap Blonk e Joan La Barbara http://www.tmema.org/messa/messa.html 2003

Conversation Piece de Alexa Wright e Alf Linney, 2008 - http://www.ucl.ac.uk/conversation-piece/

Conexões com Oráculo Sonoro de Julian Jaramillo e Giuliano Obici -2005 www.oraculosonoro.blogspot.com

SHOW JARDIM DAS GAMBIARRAS CHINESAS

Jardim das Gambiarras Chinesas do Duo N-1

28/05 | Sexta, às 20h | SESC Pinheiros | Grátis


O Duo N-1 formado por Giuliano Obici e Alexandre Fenerich leva para o palco traquitanas sonoras, como cacos de instrumentos musicais, vitrolas quebradas, rádios distorcidos, sintetizadores caseiros, peças de computador, máquinas de escrever, brinquedos eletrônicos, entre outros objetos considerados lixo tecnológico. Essa performance é uma investigação sonora que proporciona uma imersão na música experimental.

Duração 50 min | Audiório.
Grátis.
Retirada de ingresso pela Rede SESC.



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CANVAS LAB - Serralheria

CANVAS LAB | Sábado 22/05 | 15 as 24 h | FREE
Local: Serralheria Rua Guaicurus 857 | Lapa | São Paulo
Encontro audiovisual experimental que cria coletivamente um grande laboratório de pesquisa e desenvolvimento prático de atividades artisticas-tecnológicas.
Pure-data, processing, vvvv, quartz-composer, ableton, modul8, resolume; como funciona o video mapping, camera tracking, grafite digital.
Leve suas traquitanas, notebooks, projetores, groovebox, microfones,midi, ipods, arduinos, cabos, câmeras, laser points, tablets, wii, servo-motores e criatividade.
Artistas confirmados: ZoomB, Telekommando Vjs, Gondim, Nimitz, Giuliano Obici, Ninguem, Midiadub, GrowingMInds, Julian Xirrete.
Chegue cedo e participe! | apoio: Luminance


Música & Vídeo Interativo em Pure Data

SESC PINHEIROS | 05 a 26 maio - 4as e 6as das 15 as 18h | GRÁTIS

O curso abrange tanto o campo da instalação interativa como da performance de música e vídeo. Partindo da manipulação em tempo real de som e imagem (live eletronics) o curso aborda aspectos da arte digital (instalação, netarte, arte interativa, design sonoro, etc) assim como aspectos que dizem respeito ao metier do DJ e VJ. O intuito é apresentar conhecimentos técnicos e teóricos acerca de dispositivos e interfaces como microfone, webcam, controlador MIDI e sensores visando a performance e a interação a partir do ambiente de programação Pure Data (PD).

Inscrição na Internet Livre, 2º andar.

Apresentação com participantes da oficina no Canvas LAB no Serralheria

LIVE CINEMA

II Mostra Live Cinema: DUO N-1 from MOSTRA LIVE CINEMA on Vimeo.

Duo N-1 (EneMenosUm) - MARULHO OCEÂNICO no SESC Pompéia - 5a dia 26 de nov e domingo dia 29 | veja programação

IMERSÃO EM SOLUÇÃO COLABORATIVA NA LAGOA - FLORIPA

11-15 de Janeiro de 2k10 | Florianópolis


> Hacking de cacarecos, culto à gambiarra, jams, improvisação, oficinagem.
>Arte +- tecnologia.
> Desenvolvimento/finalização de projetos arte+tecnologia.
> Performances. Jams.

"Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã, e nós trocamos as maçãs, então você e eu ainda teremos uma maçã. Mas se você tem uma idéia e eu tenho uma idéia, e nós trocamos essas idéias, então cada um de nós terá duas idéias."
George Bernard Shaw

Sobre chão Móvel 11 DEZ 20h - MIS | São Paulo

Sobre chão móvel é um cinema-documentário que representa a experiência de um passageiro em um trem. Concebido por Alexandre Fenerich, o trabalho feito para projeções em três telas e espacialização sonora em cinco canais conta com a participação de Giuliano Obici nas programações e performance de vídeo, Tânia Neiva no violão celo e Manuel Falleiros no sax. A narrativa da performance se desenvolve de uma estrutura naturalista e documental para uma situação musical e visual desfacelante.

MOSTRA LABMIS | 18 NOV 2009 - 03 JAN 2010 | abertura: 17 de novembro, 20h

encerramento HACKLAB P314

Encerramento do Hacklab P314 no Sesc Pompéia 09/12 as 19h

Projetos interessantes de instrumentos inusitados desenvolvidos durante os encontros e oficinas. Experimentações e improvisação coletiva em som e imagem.